08/12/09
Preocupação com a sustentabilidade se inicia no chão de fábrica
Fonte:Jornal do Comércio

O potencial brasileiro em sustentabilidade tem aumentado a demanda pelos produtos de empresas desenvolvedoras de tecnologias para ao ar e o meio ambiente. E a gama de clientes também. Agora, é no início da cadeia que começa a preocupação, literalmente no chão de fábrica.

O mercado sustentável brasileiro representa 0,8% do mercado mundial e deve crescer cerca de 5% a 7% ao ano até 2020, índice muito próximo ao esperado pelo mercado mundial que é em torno de 6,5%, segundo dados da Roland Berger Strategy Consultants. Os investimentos brasileiros em meio ambiente (gestão de resíduos sólidos, água e saneamento e poluição atmosférica) somaram US$ 5,2 bilhões, segundo a pesquisa da consultoria.

Os investimentos anuais de empresas brasileiras em responsabilidade social chegam a 19,5% em eficiência energética, 10,5% em redução de emissões atmosféricas e 10,1% em preservação ambiental. A conscientização corporativa para a necessidade de ações veio em fases, e começou a se desenhar nos anos 1970. Agora, o mercado começa a impor limites de emissão e poluição nas indústrias de base, case de cimenteiras, madereiras, fundições e fábricas de vidros.

As soluções estão disponíveis para todos os portes, desde uma empresa familiar a uma megacorporação. “Quanto maior a preocupação com o capital humano, maior o investimento nestes quesitos”, constata Christian Bernauer, coordenador de projetos da Bernauer. Isso porque os cuidados repercutem não só no meio ambiente, mas também estão entre os colaboradores. O que era uma imposição governamental passou a ser iniciativa.

Pioneira neste segmento, a Bernauer tem colhido bons frutos nos últimos anos. A empresa, que oferece produtos e soluções em filtros e ventiladores industriais, acaba de lançar seu filtro eletrostático, equipamento que traz vantagem de economia de energia nos processos industriais.

O filtro eletrostático pode ser utilizado na maior parte dos processos industriais, seguindo as atuais normas ambientais ainda mais rigorosas, além de ter a renomada tecnologia da alemã Beth Filtration GmbH como diferencial. O produto é especialmente indicado na indústria de geração de energia (caldeiras de biomassa e coque).

Mesmo com a retração econômica causada pela turbulência nos mercados, o segmento não deve parar. A Bernauer espera aumentar em 10% o faturamento deste ano. “O mercado interno começa a dar sinais de retomada, em especial alguns setores como a indústria cimenteira, impulsionada por sua vez pela construção civil, por isso nos mantemos otimistas e com grandes planos”, afirma Rodolfo Bernauer, presidente da empresa.


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