O potencial brasileiro em sustentabilidade tem aumentado a
demanda pelos produtos de empresas desenvolvedoras de tecnologias para ao ar e
o meio ambiente. E a gama de clientes também. Agora, é no início da cadeia que
começa a preocupação, literalmente no chão de fábrica.
O mercado sustentável brasileiro representa 0,8% do mercado
mundial e deve crescer cerca de 5% a 7% ao ano até 2020, índice muito próximo
ao esperado pelo mercado mundial que é em torno de 6,5%, segundo dados da
Roland Berger Strategy Consultants. Os investimentos brasileiros em meio
ambiente (gestão de resíduos sólidos, água e saneamento e poluição atmosférica)
somaram US$ 5,2 bilhões, segundo a pesquisa da consultoria.
Os investimentos anuais de empresas brasileiras em responsabilidade
social chegam a 19,5% em eficiência energética, 10,5% em redução de emissões
atmosféricas e 10,1% em preservação ambiental. A conscientização corporativa
para a necessidade de ações veio em fases, e começou a se desenhar nos anos
1970. Agora, o mercado começa a impor limites de emissão e poluição nas
indústrias de base, case de cimenteiras, madereiras, fundições e fábricas de
vidros.
As soluções estão disponíveis para todos os portes, desde
uma empresa familiar a uma megacorporação. “Quanto maior a preocupação com o
capital humano, maior o investimento nestes quesitos”, constata Christian
Bernauer, coordenador de projetos da Bernauer. Isso porque os cuidados
repercutem não só no meio ambiente, mas também estão entre os colaboradores. O
que era uma imposição governamental passou a ser iniciativa.
Pioneira neste segmento, a Bernauer tem colhido bons frutos
nos últimos anos. A empresa, que oferece produtos e soluções em filtros e
ventiladores industriais, acaba de lançar seu filtro eletrostático, equipamento
que traz vantagem de economia de energia nos processos industriais.
O filtro eletrostático pode ser utilizado na maior parte dos
processos industriais, seguindo as atuais normas ambientais ainda mais
rigorosas, além de ter a renomada tecnologia da alemã Beth Filtration GmbH como
diferencial. O produto é especialmente indicado na indústria de geração de
energia (caldeiras de biomassa e coque).
Mesmo com a retração econômica causada pela turbulência nos
mercados, o segmento não deve parar. A Bernauer espera aumentar em 10% o
faturamento deste ano. “O mercado interno começa a dar sinais de retomada, em
especial alguns setores como a indústria cimenteira, impulsionada por sua vez
pela construção civil, por isso nos mantemos otimistas e com grandes planos”,
afirma Rodolfo Bernauer, presidente da empresa.